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Salário mínimo pode chegar a R$ 570 em 2011

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta quinta-feira (4), em São Paulo, que o salário mínimo em 2011 deve ficar entre R$ 560 e R$ 570, informou a assessoria de imprensa do ministério. Lupi participou nesta tarde da inauguração de um busto do ex-presidente Getúlio Vargas no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo (Sindpd).
De acordo com a assessoria, o ministro afirmou ser possível um reajuste que se aproxime dos R$ 580 reivindicados pelos sindicatos porque o aumento real de 74% do salário mínimo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva impulsionou a economia brasileira e gerou renda para a população. Nesta quarta (3), o relator do Orçamento de 2011, senador Gim Argello (PTB-DF), anunciou que vai pelo menos arredondar de R$ 538,15 para R$ 540 o salário mínimo para o próximo ano.
Argello descartou, no entanto, que o valor do mínimo possa chegar ao proposto pelo candidato derrotado do PSDB à Presidência, José Serra, de R$ 600 a partir de janeiro do ano que vem.

ADUSTINA NEWS : AMIGO NEWS DO MES DE NOVEMBRO

Dr. HELLTON, ESSE PROFISSIONAL DEDICADO A POPULAÇÃO E RESPEITADO POR TODOS ONDE PASSA. PARABÉNS POR SER ESSA PESSOA DE POUCAS PALAVRAS , MAS DE MUITAS AÇÕES .POR TUDO ISSO SERÁ O HOMENAGEADO DO MÊS DE NOVEMBRO.

Senado aprova PEC que altera regras para vice assumir Presidência

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou ontem (3) uma proposta de emenda à Constituição que trata das novas regras de substituição do presidente da República para o caso de vacância do cargo.
O substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), aprovado em votação simbólica na comissão, prevê que em caso de impeachment, morte, doença grave, ou outro fato que caracterize a vacância na Presidência da República, novas eleições serão convocadas em até 90 dias.
O texto também diz que se faltarem menos de dois anos para o fim do mandato, as novas eleições devem ser convocadas em 30 dias. Para o caso de vacância com menos de 15 meses para acabar o governo, o novo presidente será escolhido por meio de eleição indireta pelo Congresso Nacional.
Pelo substitutivo, o vice assumirá a Presidência apenas interinamente, ficando no cargo até a escolha do novo presidente.

NINGUEM ACERTA NA MEGA-SENA.

A Caixa Econômica Federal informou que nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 1.228 da Mega-Sena, sorteadas na noite desta quarta-feira (3) nesta quarta-feira (03).

Os números sorteados foram os seguintes:

10 – 23 – 36 – 50 – 52 – 60

Segundo a Caixa, 43 apostas acertaram cinco números e cada uma vai receber R$ 24.741,50. Outras 3.050 apostas acertaram quatro números e cada uma receberá R$ 498,30.

De acordo com a Caixa, o prêmio acumulado para o próximo concurso é de R$ 5 milhões.

BAHIA DEIXA ESCAPAR A LIDERANÇA DA SERIE B


Parecia que o Bahia iria assumir a liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. O tricolor abriu o placar aos 40m do segundo tempo, com um gol de Everton, mas o Coritiba chegou ao empate aos 46m, com Bill. O resulado de 1 a 1 manteve o Coxa na liderança da competição, com 62 pontos e 18 vitória. O tricolor baiano caiu para o terceiro lugar, já que o Figueirense venceu o Ipatinga por 1 a 0, foi a 59 pontos (mesmo número do Bahia), mas ganha no saldo de gols a posição. Agora o tricolor sai para jogar duas partidas seguidas fora de casa - contra o Brasiliense e América-MG. O Coritiba recebe o Ipatinga no Couto Pereira.

Bahia 1x1 Coritiba

Local: Estádio Pituaçu

Data: 02/11/2010

Horário: 21h00

Árbitro: Marcos André Gomes da Penha (ES)

Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (SP/Fifa) e José Ricardo Maciel Linhares (ES)




POLITICA - Em Euclides da Cunha, Dilma vence com cerca de 80% dos votos válidos

Por: Maria Karina


A presidente eleita Dilma Rousseff (PT) venceu em três das cinco regiões do Brasil e em 16 das 27 unidades da Federação. Com 99,9% das urnas apuradas, ela tinha ontem à noite 55,7milhões de votos - o equivalente a 56% dos válidos -, 12 milhões a mais do que o tucano José Serra (PSDB).
Com larga vantagem no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, Dilma conseguiu compensar sua derrota em São Paulo e vencer na Região Sudeste, onde votam 44% dos eleitores do País.
Reduto: No Nordeste, Dilma venceu em todos os Estados, como já havia acontecido no primeiro turno. A bandeira da continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva deu a ela cerca de 70% dos votos na região, a mais beneficiada pelos programas sociais federais, pelo crescimento econômico dos últimos anos e pela política de aumento do salário mínimo acima da inflação.
Na Bahia, quarto maior colégio eleitoral do País, o placar foi de 70% a 30%. Em Euclides da Cunha, Dilma teve 20.896 (78,29%) dos votos válidos, enquanto Serra obteve 5.796 (21,71%) dos votos válidos. No total foram apurados 28.157 dos votos, sendo que válidos 26.692. Votos em branco: 280 (0,99%) e nulos: 1.185 (4,21%). Das 147 seções existentes no município de Euclides da Cunha, Dilma venceu em 145 delas. As duas seções que o seu adversário venceu ficam no povoado de Aribicé.
Do primeiro para o segundo turno, houve aumento na taxa de abstenção, de 18,1% para 21,2%. O temor dos tucanos de que o feriado prolongado esvaziasse redutos de Serra não se mostrou fundado. A abstenção subiu mais nas regiões em que Dilma venceu, principalmente no Norte, onde passou de 20,3% para 26,2%.

Conheça a trajetória da primeira mulher presidente do Brasil

A primeira mulher eleita presidente do Brasil, Dilma Vana Rousseff, é uma mineira radicada no Rio Grande do Sul, filha de uma professora e de um imigrante búlgaro. Neste domingo (31), a economista – e avó – de 62 anos conquistou o direito de exercer seu primeiro cargo eletivo. À trajetória dela se misturam alguns dos episódios marcantes da história recente do Brasil, como a resistência à ditadura, a redemocratização do país e a consolidação de uma ordem política equilibrada entre dois blocos pelo PT e pelo PSDB.
Dilma nasceu em 14 de dezembro de 1947, em Belo Horizonte. Entrou na política ainda no antigo colegial, na oposição ao regime de exceção instaurado em 1964. Começou na Organização Revolucionária Marxista – Política Operária (Polop), movimento que, na sua origem, era uma espécie de coalizão de dissidentes, com quadros do PCB, do PSB e do trabalhismo, além de trotskistas e outros marxistas. Na Polop, ela conheceu o primeiro marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares. Ao lado dele, mais tarde, optou pela luta armada e se juntou ao Comando de Libertação Nacional (Colina).
O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel conheceu Dilma nessa época e é amigo pessoal da nova presidente até hoje. “A Dilma é, e sempre foi, uma pessoa muito inteligente, acima da média. Ela tem uma bagagem cultural muito grande, lia muito desde menina, talvez por influência do pai”, conta. O pai, Pedro Rousseff (Pétar Russev, na língua materna), era um imigrante búlgaro que criou os três filhos com rigidez europeia em Minas Gerais. A mãe, Dilma Jane Silva, era professora.
Em 1970, quando já fazia parte da Vanguarda Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), Dilma Rousseff foi presa pela Operação Bandeirante e detida no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), onde foi torturada. Condenada pela ditadura, foi levada ao Presídio Tiradentes. Foi libertada no fim de 1972 e se mudou para Porto Alegre, terra de seu segundo marido Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem teve sua filha, Paula.
“Dilma teve uma experiência muito dura na prisão”, conta Pimentel. “Por isso, é uma pessoa que conhece muito bem onde estão os seus limites. Isso faz dela uma mulher muito forte”, diz o ex-prefeito.
Na capital gaúcha, ela cursou ciências contábeis na Universidade Federal do Rio Grande do Sul de 1974 a 1977. Com a volta de Leonel Brizola ao país após a Anistia, Dilma se filiou em 1980 ao recém-fundado Partido Democrático Trabalhista (PDT). Até 1985, ela trabalhou como assessora de deputados do partido na Assembleia Legislativa do estado.
“Dilma tem uma biografia política relativamente recente”, afirma o cientista político Marcelo Coutinho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Ela começa com um papel em um momento histórico muito importante para o país. Depois, se retira, passa a se dedicar mais à família e reaparece no Rio Grande do Sul, para atuar junto ao PDT”, explica.
O ex-governador do RS Alceu Collares conta sobre a atuação de Dilma nos primórdios do PDT. “Dilma estava junto com a gente desde o começo das conversas sobre o que a gente queria que fosse o movimento dos trabalhistas”, conta. “Fizemos reuniões para montar nosso plano de governo para Porto Alegre. Grande parte desses programas foi feita na casa dela”, diz ele.
Em 1987, Dilma foi secretária das Finanças da prefeitura da capital gaúcha, sob a gestão de Collares. Em 1989, virou diretora-geral da Câmara dos Vereadores. Quando Collares foi eleito governador do estado, Dilma passou ao cargo de presidente da Fundação de Economia e Estatística (FEE) do RS, onde ficou de 1991 a 1993, quando virou secretária de Energia, Minas e Comunicações.
“Escolhi a Dilma para as duas secretarias porque ela sempre demonstrou muita experiência. Ela é uma mulher determinada”, afirma Collares. “Dizem que ela é brava. Não é. É determinada”, afirma.
Com o fim do mandato de Collares, a nova presidente do Brasil voltou para a FEE, até 1997. Em 1998, Olívio Dutra, do PT, foi eleito governador com o apoio do PDT de Dilma e ela voltou à Secretaria de Energia, Minas e Comunicações. Mas quando Brizola e o PDT romperam com os petistas, Dilma e outras lideranças do partido no Rio Grande do Sul optaram por deixar o PDT e se unir ao PT de Dutra.
“Ela vinha de uma linha brizolista, mas sempre teve uma ligação muito forte com o PT, então não foi uma grande surpresa”, diz Coutinho.
Dilma ficou no cargo até o fim do governo Dutra, em 2003, e participou das negociações do governo do Rio Grande do Sul com o governo federal para gestão da crise energética de 2001.

Governo Federal
Quando Lula assumiu o governo, Dilma foi chamada para assumir o Ministério das Minas e Energia e evitar um novo apagão. “É aí que ela passa a ter um papel de fato importante”, avalia o professor da UFRJ. “Dilma teve ampla liberdade para montar sua equipe e fez um trabalho positivo”, afirma Coutinho. “No mais, é uma passagem que se destaca por uma forte lealdade ao presidente Lula, que garante que ela abra espaço no governo”.
No ministério, Dilma apresentou um modelo para mudar a regulamentação do setor elétrico, mantendo a presença privada, mas aumentando as funções de regulamentação e controle do Estado. E lançou o projeto “Luz para Todos”, para levar energia elétrica às áreas rurais ainda não atendidas pelas redes principais do país.
Após o escândalo do mensalão, que derrubou o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, Dilma foi convidada por Lula para a função, em 2005. “Na Casa Civil, Dilma coordenou todas as ações do governo, as bem e as mal sucedidas”, diz Marcelo Coutinho.
Ali, ela trabalhou na formulação do principal projeto do segundo mandato de Lula, o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), um conjunto de iniciativas de infraestrutura, habitação, transportes e geração de energia. Repetidas vezes, durante o lançamento do projeto e a campanha presidencial de 2010, Lula a chamou de “mãe do PAC”.
Para Alceu Collares, a popularidade de Lula na presidência se deve diretamente ao trabalho de Dilma. “Quando o Dirceu estava lá, a Casa Civil fazia encaminhamentos de projetos. Com a Dilma, passou a cuidar da execução de projetos”, diz ele. “A minha observação é que quando a Casa Civil passou a ter alguém que estava fazendo um bom trabalho, começou o aumento na popularidade do presidente”, avalia.
Em abril de 2009, Dilma convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que estava se submetendo a um tratamento contra um câncer em seu sistema linfático. Após sessões regulares de quimioterapia em São Paulo, seus médicos anunciaram que ela estava curada em setembro do mesmo ano.